Nada
melhor que ver à sua volta só o verde, escutar os pássaros e sentir o
discreto e úmido perfume da Mata Atlântica. Em São Sebastião isso é possível
em várias trilhas, com opções para todos os tipos de trekkers, desde
iniciantes até os mais escolados. A trilha mais famosa é a do Ribeirão do
Itú, que parte da estrada do Rio Pardo, em direção a Salesópolis, até
Boiçucanga. Para iniciá-la é preciso contar com a colaboração de um
motorista, para deixar o grupo no alto da serra, numa entrada que não é
sinalizada. Durante o caminho, que deve ser feito com sapatos que podem ser
molhados, cruza-se várias vezes o rio em alguns recantos com cachoeiras
incríveis.
No meio,
o sítio de Dito Cachimbo, um ermitão que sempre viveu sòzinho por ali, mas
que não recusa uma conversa. Depois de muitas bromélias, orquídeas, árvores a
perder de vista, chega-se à ultima parte da cachoeira, já em Boiçucanga. A
trilha dura seis horas e o banho gelado serve para dar uma rebatida no
delicioso cansaço e na alma renovada. A trilha da Praia Brava também é uma
opção, saindo de um ponto entre Maresias e Boiçucanga. Menos selvagem, mas
também difícil, pois tem uma subida radical, a trilha pode ser percorrida de
moto. O prêmio é a chegada à praia, paraíso principalmente para os surfistas.
Na Ilha dos Gatos, várias trilhas exploram a área.
O caminho
que conduz às ruínas da antiga casa grande tem árvores e subidas radicais,
assim como a picada em direção à caixa d'água. Outra Praia Brava pode ser
alcançada a partir do sul do Guaecá. A trilha dura cerca de meia hora dentro
do mato e pode ser um dos primeiros passos para quem está começando a andar
na mata. Ainda mais leve é o caminho que conduz até a ponta entre Paúba e
Maresias, com entrada do lado sul da praia de Paúba.
Escolha
um final de tarde de verão e presencie na ponta o espetáculo do pôr-do-sol no
mar. A maior parte das praias da Costa Sul têm trilhas que comunicam os
sertões entre si. Muitos destes caminhos foram abertos por caiçaras e são
centenários. O melhor ao percorrer as trilhas em São Sebastião é procurar
estar muito bem guiado, de preferência por guias locais. Não se aventure
sòzinho na mata. Não faça gracinhas em cachoeiras. E principalmente: não
banque o ecológicamente incorreto deixando um rastro de lixo por onde passar.
C A M I N
H A D A São
Sebastião tem várias pistas naturais para os adeptos da caminhada ou corrida
matinal e de fim de tarde: as próprias praias. Praias com areia de tombo como
Guaecá, Boiçucanga, Toque-Toque Grande e Toque-Toque Pequeno dificultam o
equilíbrio. Barequeçaba é uma boa opção, com sua areia compacta e plana. Na
área central, o trecho entre o Porto Grande e o Bairro São Francisco é muito
utilizado para caminhadas e jogging.
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Riberão do Itú
Capelas Caiçaras e Tesouros da Arquitetura Colonial
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Datadas em sua maioria do início do século, as capelas
caiçaras nas praias também merecem ser visitadas como representantes do
patrimônio cultural sebastianense. Elas estão protegidas por lei e algumas como
a de Barra do Sahy, Maresias, Toque Toque Grande e Pequeno ainda guardam muito
da singeleza de suas construções originais.
Percorrer o centro histórico de São
Sebastião é descobrir tesouros da arquitetura colonial a cada esquina. O
município tem diversos quarteirões tombados pelo Condephaat em 1969. Ainda
assim, muitas das construções foram derrubadas indevidamente. Um trabalho da
Prefeitura de São Sebastião vem procurando preservar os exemplares
remanescentes. Entre as construções mais significativas do centro estão a Igreja
Matriz, a casa de Câmara e Cadeia e a Casa Esperança.
A
Matriz foi implantada no século XVII, mas foi derrubada e a construção atual
data do início do século XIX. O prédio é construído em taipa, mantém
características da influência jesuítica e sofreu recentemente um trabalho de
recuperação e pesquisa de suas características originais.
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Fazenda Santana
Praia do Arrastão
Localizada no Nº 24 do Mapa
Praia de areias claras e mar calmo voltado para o Canal de São Sebastião. Recebe o nome de Arrastão como herança da tradicional pesca realizada no local. Muito freqüentada pelos moradores da região central, durante o carnaval é palco do famoso “Carnamar”, evento de lazer onde dezenas de barcos enfeitados transportam foliões para curtir a festa em meio ao canal.
Além disso, a praia é muito utilizada para esportes náuticos, além de ser segura para o banho de mar das crianças.
A praia do Arrastão é uma das que possui a melhor infra-estrutura da cidade, com diversos restaurantes e um shopping com bancos 24h, cinema.
Esta praia conta com uma ótima infra-estrutura em seu entorno com diversas opções de restaurantes, hotéis e um shopping com uma boa praça de alimentação. Com uma larga faixa de areia e com um mar calmo propicia a prática de diversos esportes tanto náuticos como aqueles praticados na areia. Por estar situada muito próxima do centro da cidade é uma das praias mais preferidas por aqueles que residem na cidade. No reveillon acontece ali uma grande queima de fogos de artifício.
Praia do Arrastão
Praia de areias claras e mar calmo voltado para o Canal de São Sebastião. Recebe o nome de Arrastão como herança da tradicional pesca realizada no local. Muito freqüentada pelos moradores da região central, durante o carnaval é palco do famoso “Carnamar”, evento de lazer onde dezenas de barcos enfeitados transportam foliões para curtir a festa em meio ao canal.Além disso, a praia é muito utilizada para esportes náuticos, além de ser segura para o banho de mar das crianças.
A praia do Arrastão é uma das que possui a melhor infra-estrutura da cidade, com diversos restaurantes e um shopping com bancos 24h, cinema.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Pontal da Cruz
Pontal da Cruz
Localizada Nº 23 do Mapa
Seguindo mais 1 Km pela mesma avenida em direção à Caraguatatuba, o Pontal da
Cruz é um dos bairros mais populosos de São Sebastião, com escolas, hotéis e até
um centro comercial, além de marinas e garagens náuticas.
O Convento de Nossa Senhora do Amparo
Localização: Praça Lourenço Lovisi, s/n, O Convento de Nossa Senhora do Amparo, construído originalmente em 1637, era ponto de parada dos jesuítas em suas viagens pelo litoral. Em 1934, por ter sido abandonado durante 60 anos, foi reconstruído por encontrar-se em péssimo estado de conservação. Do convento fazem parte igreja, sacristia e claustro. As paredes medem 1 m de espessura, os batentes são de pedra e a torre possui cobertura abobadada. O interior está bastante descaracterizado, principalmente com a substituição dos altares primitivos por outros de talha, em estilo neoclássico, envernizados. Em 1976, uma reforma descaracterizou ainda mais a igreja, com a introdução de lajotas do tipo colonial no piso e azulejos nas paredes.
Chegada dos frades: 9 de agosto de 1658Lançamento da pedra fundamental do Convento: 11 de maio de 1664.
Inauguração da Igreja e Convento: 8 de setembro de 1668
Data de fundação da Paróquia: 08 de janeiro de 1965
Segundo o livro “Páginas de História Franciscana no Brasil”, de Frei Basílio Rower, os moradores na Vila Itararé, que hoje se chama Bairro de São Francisco, queriam muito a presença dos “Padres de S. Francisco e Santo Antônio” e Antônio Coelho de Abreu, casado com Luzia Alves, sem filhos, doou (22 de março de 1658) para o então Custódio da Imaculada Conceição, Frei Pantaleão Batista, um terreno de “cem braças de terra”, onde existia uma capelinha dedicada a Nossa Senhora dos Desamparados, mas que na escritura pediu que o título fosse “Nossa Senhora do Amparo”.
Já no dia 9 de agosto, o Governador Eclesiástico da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, D. Manuel de Araújo, que se encontrava de passagem por Santos, deu a licença eclesiástica para a nova fundação. A pedra fundamental do convento e igreja, contudo, foi colocada no dia 11 de maio de 1664 e, quatro anos depois, foram inaugurados no dia 8 de setembro.
Por quatro séculos, o Convento Nossa Senhora do Amparo foi o ponto de partida e de chegada de toda obra franciscana de evangelização do Litoral Norte de São Paulo, em continuação à mesma obra dos frades franciscanos dos Conventos de Santo Antônio do Valongo, em Santos, e de Nossa Senhora da Conceição, em Itanhaém, ambos no Litoral Sul. É de se ressaltar os trabalhos prestados pelos frades junto às paróquias de Nossa Senhora da Ajuda, em Ilhabela, na Paróquia de São Sebastião, na cidade de mesmo nome, na Paróquia de Santo Antônio de Caraguatatuba e nas capelas da região.
Todavia, a partir da segunda metade do século XIX, a exemplo do que ocorreu com todos os institutos religiosos do Brasil, também a Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil teve uma progressiva e drástica redução de seu quadro de frades, em consequência do fechamento de todos os noviciados, por decreto do Marques de Pombal, que proibiu a admissão de novos candidatos à vida religiosa franciscana.
Aconteceu, assim que, por muitos e longos anos, o Convento de Nossa Senhora do Amparo, tal como aconteceu com os demais conventos da Província, ficou vazio de frades, e a Igreja sem atendimento aos fiéis. Nesse período até sua restauração em 1932, o Convento e Igreja de N. Sra. do Amparo esteve sob guarda de síndicos, que o administravam em nome da Província. E como é natural, durante todos esses anos a Igreja e o Convento sofreram grande deterioração, a ponto de quase se transformarem em ruínas.
O restauro do Convento de Nossa Senhora do Amparo e sua Igreja se deu no período de 1932 a 1937, por iniciativa e recursos da própria Província Franciscana, que foi restaurada pelos frades alemães. No dia 11 de dezembro de 1937 foi instalada a nova Fraternidade Franciscana, formada por 2 irmãos sacerdotes e dois irmãos leigos.
A Paróquia de Nossa Senhora do Amparo foi criada no dia 8 de janeiro de 1965. Hoje, a Paróquia tem 8 comunidades.
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