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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Riberão do Itú

Nada melhor que ver à sua volta só o verde, escutar os pássaros e sentir o discreto e úmido perfume da Mata Atlântica. Em São Sebastião isso é possível em várias trilhas, com opções para todos os tipos de trekkers, desde iniciantes até os mais escolados. A trilha mais famosa é a do Ribeirão do Itú, que parte da estrada do Rio Pardo, em direção a Salesópolis, até Boiçucanga. Para iniciá-la é preciso contar com a colaboração de um motorista, para deixar o grupo no alto da serra, numa entrada que não é sinalizada. Durante o caminho, que deve ser feito com sapatos que podem ser molhados, cruza-se várias vezes o rio em alguns recantos com cachoeiras incríveis.
No meio, o sítio de Dito Cachimbo, um ermitão que sempre viveu sòzinho por ali, mas que não recusa uma conversa. Depois de muitas bromélias, orquídeas, árvores a perder de vista, chega-se à ultima parte da cachoeira, já em Boiçucanga. A trilha dura seis horas e o banho gelado serve para dar uma rebatida no delicioso cansaço e na alma renovada. A trilha da Praia Brava também é uma opção, saindo de um ponto entre Maresias e Boiçucanga. Menos selvagem, mas também difícil, pois tem uma subida radical, a trilha pode ser percorrida de moto. O prêmio é a chegada à praia, paraíso principalmente para os surfistas. Na Ilha dos Gatos, várias trilhas exploram a área.
O caminho que conduz às ruínas da antiga casa grande tem árvores e subidas radicais, assim como a picada em direção à caixa d'água. Outra Praia Brava pode ser alcançada a partir do sul do Guaecá. A trilha dura cerca de meia hora dentro do mato e pode ser um dos primeiros passos para quem está começando a andar na mata. Ainda mais leve é o caminho que conduz até a ponta entre Paúba e Maresias, com entrada do lado sul da praia de Paúba.
Escolha um final de tarde de verão e presencie na ponta o espetáculo do pôr-do-sol no mar. A maior parte das praias da Costa Sul têm trilhas que comunicam os sertões entre si. Muitos destes caminhos foram abertos por caiçaras e são centenários. O melhor ao percorrer as trilhas em São Sebastião é procurar estar muito bem guiado, de preferência por guias locais. Não se aventure sòzinho na mata. Não faça gracinhas em cachoeiras. E principalmente: não banque o ecológicamente incorreto deixando um rastro de lixo por onde passar.
C A M I N H A D A São Sebastião tem várias pistas naturais para os adeptos da caminhada ou corrida matinal e de fim de tarde: as próprias praias. Praias com areia de tombo como Guaecá, Boiçucanga, Toque-Toque Grande e Toque-Toque Pequeno dificultam o equilíbrio. Barequeçaba é uma boa opção, com sua areia compacta e plana. Na área central, o trecho entre o Porto Grande e o Bairro São Francisco é muito utilizado para caminhadas e jogging.

 

Capelas Caiçaras e Tesouros da Arquitetura Colonial

Capelas Caiçaras
Datadas em sua maioria do início do século, as capelas caiçaras nas praias também merecem ser visitadas como representantes do patrimônio cultural sebastianense. Elas estão protegidas por lei e algumas como a de Barra do Sahy, Maresias, Toque Toque Grande e Pequeno ainda guardam muito da singeleza de suas construções originais.
Percorrer o centro histórico de São Sebastião é descobrir tesouros da arquitetura colonial a cada esquina. O município tem diversos quarteirões tombados pelo Condephaat em 1969. Ainda assim, muitas das construções foram derrubadas indevidamente. Um trabalho da Prefeitura de São Sebastião vem procurando preservar os exemplares remanescentes. Entre as construções mais significativas do centro estão a Igreja Matriz, a casa de Câmara e Cadeia e a Casa Esperança.
A Matriz foi implantada no século XVII, mas foi derrubada e a construção atual data do início do século XIX. O prédio é construído em taipa, mantém características da influência jesuítica e sofreu recentemente um trabalho de recuperação e pesquisa de suas características originais.
 
 
A Casa de Câmara e Cadeia tem as características da arquitetura do século XVIII, similar a outras como as de Minas Gerais. Ali funcionou o pelourinho, que existia até há algumas décadas.
A Casa Esperança é a construção histórica mais nobre do município. É construída de pedra e cal, com argamassa feita da moagem de conchas, areia e óleo de baleia. As peças em pedra que ornam as esquadrias e as pinturas no teto demonstram uma riqueza que não era comum nas construções da época em São Sebastião, que nunca foi um município rico como Paraty, por exemplo.
Casa Esperança - 1930
Ao lado da Casa Esperança está a sede da Secretaria de Cultura e Turismo, do início do século e que abrigou o primeiro grupo Escolar do Município, o Henrique Botelho. Ainda na rua da Praia podemos ver o prédio do antigo Hotel Praia, hoje muito abandonado pelos proprietários, mas que também foi construído como sinal de fartura. Ainda no Centro, na rua Sebastião Silvestre Neves, está a capela de São Gonçalo, a primeira construída em São Sebastião e também recém-recuperada.
Fazenda Santana
Ali podem ser vistas importantes peças da história sebastianense, uma vez que a capela abriga o Museu de Arte Sacra. Outra representante do início deste século é a Casa Dória, construída em 1906 no centro da cidade e que é um exemplo da transição entre a arquitetura colonial e a modernidade. Ali viveram membros de uma das mais tradicionais famílias locais, os Dória.
Já a sede da Divisão de Patrimônio Histórico Cultural do município está no Sobrado da Praçada Matriz, do século passado e que sofreu recente processo de recuperação. Ali podem ser obtidas todas as informações sobre a memória arquitetônica e cultural de São Sebastião.Fora do Centro estão outros duas construções históricas. O convento de Nossa Senhora do Amparo é o prédio mais antigo existente no município, datando do século XVII.
A Fazenda Santana, no Pontal da Cruz, teve sua sede primitiva construída no século XVIII, mas a que se vê hoje já é uma reconstrução, depois que a anterior foi demolida. O grande aqueduto que era mais uma engrenagem do grande engenho de cana que um dia foi a Fazenda Santana ainda pode ser visto e é um dos testemunhos dos tempos coloniais em São Sebastião.
Convento Nossa Senhora do Amparo
Datadas em sua maioria do início do século, as capelas caiçaras nas praias também merecem ser visitadas como representantes do patrimônio cultural sebastianense.
Elas estão protegidas por lei e algumas como a de Barra do Sahy, Maresias, Toque Toque Grande e Pequeno ainda guardam muito da singeleza de suas construções originais. Os primeiros habitantes: Os Índios
Índios
Antes da chegada dos portugueses, toda a costa brasileira era habitada por índios da raça Tupi, que haviam expulsado para o interior as tribos inimigas. Nesta região os índios denominavam-se Tupinambás, que viviam nas terras ao norte; e Tupiniquins, que viviam nas terras ao sul de São Sebastião.
A praia de Boiçucanga era a divisa natural das terras das tribos, divisa respeitada por ambas as tribos, apesar de não existirem muros ou cercas, esses índios eram incapazes de guerrear por questão de limite. Praticavam a antropofagia ( comer o seu inimigo ). Devido ao seu espírito destemido, se entrassem em guerra a honra consistia em prender e matar muitos inimigos, dos quais herdavam o nome. Esses índios mantinham guerra constante porque mais de um século antes os Tupiniquins haviam aprisionado um índio da tribo Tupinambá.
Para se vingar da ofensa os Tupinambás aprisionaram e devoravam não se sabe quantos da tribo Tupiniquim, que, entendeu que devia vingar-se novamente. Assim perdurou por muito tempo a luta entre as tribos.As duas tribos eram compostas por índios que moravam em aldeias onde as ocas eram de madeira, cobertas de palha, sem nenhum repartimento. Dormiam em redes sendo em que cada oca, ficavam de 30 a 40 índios. Andavam nus, pintados e ornamentados. Na tribo Tupinambá, os homens usavam o lábio inferior perfurado por um anel com pedra verde ornando-se com dois molhos de penas. Os Tupiniquins não eram diferentes, usavam muita ornamentação. As ocas eram geralmente edificadas em grandes esplanadas nas vizinhanças de um rio, expostas aos ventos.
Cercavam-nas às vezes, grandes paliçadas circulares, construídas com fortes troncos e resistentes achas de madeira. A paliçada servia como uma trincheira e, algumas tinham por fora um fosso cujo fundo era cheio de farpas agudas. Sobreviviam da caça e da pesca. Era na Mata Atlântica que encontravam alimentos necessários à sua sobrevivência: frutas, palmito, pequenos animais etc. Eram exímios canoeiros e pescadores. Muitas vezes se deslocavam para o interior viajando a pé pelas trilhas da Serra do Mar.As lutas entre as duas tribos se intensificaram depois da vinda dos portugueses. Estes necessitando de mão-de-obra, iniciam o bandeirismo de apresamento, que consistia em capturar índios e vende-lôs como escravos nos engenhos nordestinos.
Os Tupiniquins se aliam aos portugueses para auxiliar na captura. Os índios Tupinambás, por serem vizinhos e inimigos dos Tupiniquins, são os que mais sofreram perseguição. A praia de Boiçucanga foi palco de inúmeras lutas entre as duas tribos. A partir de 1558 índios chefiados pela tribo Tupinambá, aliados a outras tribos, formam a Confederação dos Tamoios a fim de combater a escravidão a que estavam submetidos. Os Tupiniquins fogem perseguidos pelos Tupinambás. Estes também se afastaram seguindo os franceses rumo ao Maranhão. Atualmente existem agrupamentos indígenas em Boracéia e Barra do Una.
São índios da tribo Guarani que viviam no interior do Brasil e vieram para o litoral bem mais tarde. ÍNDIOS GUARANIS A reserva Indígena do Rio Silveiras, de São Sebastião, tem seu principal núcleo localizado em Boracéia. As terras da reserva estendem-se também pelo município de Bertioga. São 40 famílias divididas em três núcleos e a reserva já conta hoje até com uma escolinha, construída pela Prefeitura de Bertioga, e mais uma melhoria, impantada pela Prefeitura de São Sebastião: sistemas de distribuição de água e fossas para o tratamento do esgoto. Os índios guaranis, cuja tradição de migração constante de aldeia em aldeia é forte, têm procurado meios de se fixar com atividades alternativas à coleta de palmito juçara - ameaçado de extinção - e à venda de artesanato.
Projetos em conjunto entre a Funai, a Secretaria de Estado da Agricultura e ONGs como a entidade sebastianense Guaricanga, estão trabalhando junto com os membros da aldeia. Alguns deles já cultivam a própria terra, outros estão sendo iniciados no cultivo de peixe e de pupunha, um palmito ecológico e renovável. Mas a atividade que mais tem dado certo é o cultivo de flores ornamentais originárias da Mata Atlântica. Os índios cuidam de um viveiro formado principalmente por helicônias - exótica flor vermelha - de onde tiram mudas que são vendidas, e coletam flores que têm enfeitado hotéis e pousadas da região. A intenção é integrar o pessoal da Aldeia na vida do município de modo a manter sua dignidade e sua cultura, procurando romper com o ciclo de assistencialismo ao qual hitóricamente estiveram submetidos.

Fazenda Santana

Fazenda Santana
 

A Fazenda Santana, no Pontal da Cruz, teve sua sede primitiva construída no século XVIII, mas a que se vê hoje já é uma reconstrução, depois que a anterior foi demolida. O grande aqueduto que era mais uma engrenagem do grande engenho de cana que um dia foi a Fazenda Santana ainda pode ser visto e é um dos testemunhos dos tempos coloniais em São Sebastião. Remanescente da época da escravidão, possui Casa Grande, Senzala, Rocha d'Água, Pilão e Santuário. No interior da casa Grande encontra-se a capela que é ornamentada com pinturas de ouro Tombada pelo Condephaat.
Av. Manoel Hyppolyto do Rego - Bairro Pontal da Cruz

Praia do Arrastão

Localizada no Nº 24 do Mapa

Praia do Arrastão


Praia de areias claras e mar calmo voltado para o Canal de São Sebastião. Recebe o nome de Arrastão como herança da tradicional pesca realizada no local. Muito freqüentada pelos moradores da região central, durante o carnaval é palco do famoso “Carnamar”, evento de lazer onde dezenas de barcos enfeitados transportam foliões para curtir a festa em meio ao canal.

 Além disso, a praia é muito utilizada para esportes náuticos, além de ser segura para o banho de mar das crianças.
A praia do Arrastão é uma das que possui a melhor infra-estrutura da cidade, com diversos restaurantes e um shopping com bancos 24h, cinema.


Esta praia conta com uma ótima infra-estrutura em seu entorno com diversas opções de restaurantes, hotéis e um shopping com uma boa praça de alimentação. Com uma larga faixa de areia e com um mar calmo propicia a prática de diversos esportes tanto náuticos como aqueles praticados na areia. Por estar situada muito próxima do centro da cidade é uma das praias mais preferidas por aqueles que residem na cidade. No reveillon acontece ali uma grande queima de fogos de artifício.


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pontal da Cruz

Pontal da Cruz

Localizada Nº 23 do Mapa
 
 Seguindo mais 1 Km pela mesma avenida em direção à Caraguatatuba, o Pontal da Cruz é um dos bairros mais populosos de São Sebastião, com escolas, hotéis e até um centro comercial, além de marinas e garagens náuticas.
 
 Praia larga e plana, de areias brancas e mar calmo, é pouco utilizada para banho. A lenda sobre a cruz e o abricoeiro sobre os rochedos que separam o Pontal da Cruz da Praia Deserta conta uma trágica história de amor acontecida há muitos anos entre uma moça do Pontal e um rapaz de Ilhabela.


OLARIA

  Seguindo mais 1 Km em direção à Caraguatatuba pela Avenida Dr. Manoel Hipólito do Rego, o Portal da Olaria é um bairro residencial pouco freqüentada por turistas

O Convento de Nossa Senhora do Amparo

Localização: Praça Lourenço Lovisi, s/n,



O Convento de Nossa Senhora do Amparo, construído originalmente em 1637, era ponto de parada dos jesuítas em suas viagens pelo litoral. Em 1934, por ter sido abandonado durante 60 anos, foi reconstruído por encontrar-se em péssimo estado de conservação. Do convento fazem parte igreja, sacristia e claustro. As paredes medem 1 m de espessura, os batentes são de pedra e a torre possui cobertura abobadada. O interior está bastante descaracterizado, principalmente com a substituição dos altares primitivos por outros de talha, em estilo neoclássico, envernizados. Em 1976, uma reforma descaracterizou ainda mais a igreja, com a introdução de lajotas do tipo colonial no piso e azulejos nas paredes.


Chegada dos frades: 9 de agosto de 1658
Lançamento da pedra fundamental do Convento: 11 de maio de 1664.
Inauguração da Igreja e Convento: 8 de setembro de 1668
Data de fundação da Paróquia: 08 de janeiro de 1965
Segundo o livro “Páginas de História Franciscana no Brasil”, de Frei Basílio Rower, os moradores na Vila Itararé, que hoje se chama Bairro de São Francisco, queriam muito a presença dos “Padres de S. Francisco e Santo Antônio” e Antônio Coelho de Abreu, casado com Luzia Alves, sem filhos, doou (22 de março de 1658) para o então Custódio da Imaculada Conceição, Frei Pantaleão Batista, um terreno de “cem braças de terra”, onde existia uma capelinha dedicada a Nossa Senhora dos Desamparados, mas que na escritura pediu que o título fosse “Nossa Senhora do Amparo”.

Já no dia 9 de agosto, o Governador Eclesiástico da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, D. Manuel de Araújo, que se encontrava de passagem por Santos, deu a licença eclesiástica para a nova fundação. A pedra fundamental do convento e igreja, contudo, foi colocada no dia 11 de maio de 1664 e, quatro anos depois, foram inaugurados no dia 8 de setembro.

Por quatro séculos, o Convento Nossa Senhora do Amparo foi o ponto de partida e de chegada de toda obra franciscana de evangelização do Litoral Norte de São Paulo, em continuação à mesma obra dos frades franciscanos dos Conventos de Santo Antônio do Valongo, em Santos, e de Nossa Senhora da Conceição, em Itanhaém, ambos no Litoral Sul. É de se ressaltar os trabalhos prestados pelos frades junto às paróquias de Nossa Senhora da Ajuda, em Ilhabela, na Paróquia de São Sebastião, na cidade de mesmo nome, na Paróquia de Santo Antônio de Caraguatatuba e nas capelas da região.

Todavia, a partir da segunda metade do século XIX, a exemplo do que ocorreu com todos os institutos religiosos do Brasil, também a Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil teve uma progressiva e drástica redução de seu quadro de frades, em consequência do fechamento de todos os noviciados, por decreto do Marques de Pombal, que proibiu a admissão de novos candidatos à vida religiosa franciscana.

Aconteceu, assim que, por muitos e longos anos, o Convento de Nossa Senhora do Amparo, tal como aconteceu com os demais conventos da Província, ficou vazio de frades, e a Igreja sem atendimento aos fiéis. Nesse período até sua restauração em 1932, o Convento e Igreja de N. Sra. do Amparo esteve sob guarda de síndicos, que o administravam em nome da Província. E como é natural, durante todos esses anos a Igreja e o Convento sofreram grande deterioração, a ponto de quase se transformarem em ruínas.

O restauro do Convento de Nossa Senhora do Amparo e sua Igreja se deu no período de 1932 a 1937, por iniciativa e recursos da própria Província Franciscana, que foi restaurada pelos frades alemães. No dia 11 de dezembro de 1937 foi instalada a nova Fraternidade Franciscana, formada por 2 irmãos sacerdotes e dois irmãos leigos.
A Paróquia de Nossa Senhora do Amparo foi criada no dia 8 de janeiro de 1965. Hoje, a Paróquia tem 8 comunidades.